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segunda-feira, 7 de julho de 2025

Novo livro sobre pedagogia feminista na educação online

Acaba de ser lançado novo livro sobre pedagogia feminista na educação online por autoras dos Estados Unidos, em sua maioria, mas também da Itália, Turquia e outros países, disponível para download gratuito (link). Na introdução, intitulada "Utilizando a pedagogia feminista para (re)inventar a sala de aula online", as editoras discutem a resistência sobre o uso da pedagogia para a educação online e consideram que trata-se de uma aplicação adequada, mas alertam para a necessidade de melhor explicitar as estratégias para tal, detalhadas nos capítulos do livro. 

Alguns capítulos analisam resultados de um trabalho conjunto das autoras para criar materiais online a fim de orientar educadores na perspectiva feminista. Segundo as autoras, "[e]ste livro argumenta que esses métodos podem criar experiências de aprendizagem transformadoras para alunos online. Em um evolução do ensino superior, os educadores devem (re)imaginar o potencial deste contexto de educação digital para atender às necessidades de ambos alunos e instrutores e se alinham mais cuidadosamente com o feminismo interseccional e práticas de educação para a justiça social" em particular no que se refere ao ensino online e ao engajamento dos estudantes. O guia de materiais pode ser acessado neste link

segunda-feira, 21 de março de 2022

A sala de aula híbrida virtual (em países muito ricos)

Acaba de ser publicado um relato intitulado "The future is bright - the future is hybrid. A virtual tour of four advanced hybrid learning spaces", sobre um workshop europeu em que quatro universidades do continente (da Bélgica, Inglaterra, Finlândia e Holanda) apresentam suas mais modernas sala de aula para educação híbrida virtual (incluindo atividades com professores e alunos localizados no campus e também remotamente em diferentes regiões do planeta) (link).

Há um relato detalhado sobre a intra-estrutura física e tecnológica das salas e imagens de algumas delas que lembram um misto entre um pequeno auditório e estúdio de televisão com diversas telas, microfones e câmeras embutidos no teto e redes sem fio de alta performance. Na universidade belga ela custou 480 mil euros e tem funcionários técnicos dedicados ao seu funcionamento. No caso da Finlândia é possível até fazer um tour 3D de um laboratório para ensino de engenharia. O autor do relato Zac Woolfitt, pesquisador holandês, frisa o alto custo financeiro dessas salas e o desafio de multiplicá-las até mesmo na Europa. Também há que se refletir sobre o fato de que alunos atendendo presencialmente podem estar sendo mais privilegiados do aqueles participando a distância, em particular quando dividem a sala com os professores. Uma sessão para a apresentação e debates sobre as perspectivas pedagógicas utilizadas nessas salas está programada para o dia 12 de maio.

 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Lista de referências de pesquisas em países diversos sobre educação online no contexto da COVID-19

Editorial de Joseph Psotka para o novo número da revista Interactive Learning Environments intitulado "Exemplary online education: for whom online learning can work better" traz uma lista de referências que é bastante diversa, atual e merece ser explorada. Foram listados trabalhos de 2020 e de 2021 que incluem dados e análises da temática em países como Irã, Moçambique, Malásia, Sérvia, México, China e Paquistão (link). 

As reflexões do texto do artigo, no entanto, são esparsas e pouco relacionadas à realidade brasileira - os pontos abordados parecem estar muito alinhados ao contexto do ditos países ricos do hemisfério norte.

Dentre as referências do texto, destaque também para o artigo citado "COVID-19 and teacher education: a literature review of online teaching and learning practices", de pesquisadoras da Catalunha e de Portugal, com dados sobre a revisão de 134 artigos na temática.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Principais tendências da educação on-line

Artigo recente de Mark Brown, do National Institute for Digital Learning da Irlanda, intitulado "What are the Main Trends in Online Learning?A Helicopter View of Possible Futures" (Asian Journal do Distance Education) destaca sete principais tendências (link): 

  1. convergência - no sentido de modalidades educacionais 'borradas'.
  2. massificação - as muitas faces dos MOOCs e a expansão da modalidade on-line nas escolas presenciais.
  3. abertura - buscando "diálogo mais aberto e pluriversalismo crítico".
  4. interatividade - novos conceitos de presença, pedagogia do cuidado, conversações em profundidade.
  5. diversificação - para além do AVA tradicional,  "como um ecossistema complexo de tecnologias interconectadas".
  6. "big edtech" - novos modelos de educação online de 'marketização', 'plataformização' e 'comercialização'.
  7. tecnologia de educação verde - educação online como parte da solução de problemas ambientais, mas sendo ainda um grande consumidor de energia.

O artigo apresenta uma análise sobre tensões e contradições entre essas tendências, a necessidade de uma visão crítica a despeito do senso de oportunidade trazida pelas mudanças em curso no campo teórico e na prática educacional. O autor também discute as  implicações para teorias, praticas e políticas públicas (em tradução livre):

    • "O planejamento para o aprendizado on-line precisa considerar uma prática social mais ampla.
    • A ascensão da 'Big EdTech' é uma oportunidade e uma ameaça ao sistema educacional atual.
    • As crescentes preocupações ambientais precisam ser levadas a sério em apoiando a 'Green EdTech'.
    • Os educadores desempenham um papel crucial na mediação e moldagem de como o aprendizado on-line é entendido e aplicado na prática.
    • Um espírito esperançoso com uma lente crítica é essencial para encontrar maneiras de o aprendizado on-line resolver problemas reais e contribuir para futuros preferidos".